A obrigatoriedade da faturação digital em Angola deixou de ser novidade há bastante tempo. Ainda assim, quando conversamos com empresários, dos que gerem uma padaria a quem tem operações com dezenas de trabalhadores, encontramos quase sempre o mesmo cenário: a faturação digital é vista como uma obrigação a cumprir, não como uma ferramenta a explorar.
E é aqui que muita gente perde dinheiro, tempo e paciência.
O erro de fundo: tratar a AGT como um obstáculo
A grande maioria das empresas escolhe a solução de faturação da mesma forma que escolhe uma seguro de automovel, pelo caminho mais rápido para se ver livre. Instala-se o que apareceu primeiro, faz-se o que é preciso para cumprir a lei, e segue-se em frente.
O problema é que a faturação, quando bem usada, é a base de todo o resto: gestão de stock, controlo de tesouraria, análise de margens, previsão de receitas, controlo de dívidas de clientes. Um sistema pobre nesta base compromete todas as decisões acima dele.
E não é preciso escolher entre “cumprir a AGT” e “ter uma boa ferramenta de gestão”. Hoje, as duas coisas podem, e devem, coincidir.
Três coisas que as empresas descobrem tarde demais
1. Nem tudo o que está certificado serve o negócio.
Certificação AGT não significa qualidade do software. Significa apenas que o sistema cumpre os requisitos técnicos mínimos para emitir documentos válidos. Há sistemas certificados que continuam a funcionar como se estivéssemos em 2010, sem app móvel, sem integração com contabilidade, sem forma decente de acompanhar clientes ou stock.
2. O verdadeiro custo não está na licença.
Muitos empresários comparam sistemas pelo preço mensal. Mas o custo real de um sistema mau aparece noutro lado: nas horas perdidas por mês a fazer coisas manuais que deveriam ser automáticas, nos erros de stock que ninguém percebe até fazer o inventário, nas oportunidades de vendas que passam despercebidas porque ninguém consegue extrair um relatório útil.
3. Migrar depois é sempre pior do que escolher bem à partida.
Quando o negócio cresce, o sistema fraco deixa de dar. E aí, migrar é quase sempre doloroso, anos de dados presos em formatos proprietários, equipa habituada a uma forma de trabalhar, integrações partidas com a contabilidade externa.
O que devia procurar num sistema hoje
Se está a escolher (ou a repensar) o sistema de faturação da empresa, vale a pena olhar para além do “cumpre a AGT?”. Algumas perguntas que fazem a diferença:
- O sistema deixa-me consultar o negócio a partir do telemóvel, em qualquer lado?
- Consigo perceber, num relance, quais os produtos que estão a dar mais margem?
- Os meus dados são meus – ou ficam presos ao fornecedor?
- Se um dia precisar de crescer, o sistema cresce comigo, ou obriga-me a mudar?
- Tenho suporte real, em português, de pessoas que percebem a minha realidade?
Estas perguntas não são técnicas. São de negócio. E são elas que separam um sistema que serve o dono do negócio de um que só serve a AGT.
Uma nota final
Construímos o Exactive precisamente por termos identificado esta lacuna no mercado: sistemas que cumprem a lei mas não ajudam ninguém a gerir melhor. Não vamos aproveitar este espaço para vos vender o produto, para isso há a página do Exactive. Mas se este artigo lhe fez pensar duas vezes sobre o sistema que usa hoje, a reflexão já valeu a pena.
Boa gestão passa por boas ferramentas. E boas ferramentas passam por escolhas conscientes”


